Conte sua História

Empreendedor desenvolve aplicativo para indicar lojas acessíveis a pessoas com deficiência

Em cinco anos, Sonny Polito pretende levar Inclue para outros países

“Tenho 39 anos, sou formado em comunicação social pela Faap, já trabalhei em banco e na indústria, mas a ideia de empreender é um sonho que sempre tive. É difícil, mas quando você acredita num sonho, tem o propósito de poder mudar vidas com uma empresa, por que não fazer isso?

Eu tenho uma doença chamada retinose pigmentar. Com o passar dos anos fui perdendo a visão e hoje só tenho 5% da visão periférica.

A startup Inclue nasceu depois de conversa com a minha amiga Larissa Reis em um restaurante, quando pude passar para ela a dor que as pessoas com deficiência,principalmente visual e auditiva, costumam enfrentar para consumir no varejo. Em um shopping fizemos testes em lojas e restaurantes e percebemos que é muito precário o atendimento a pessoas com deficiência.Essas pessoas acabam tendo de ir acompanhadas para evitar uma experiência de compra ruim. Daí tivemos a ideia de criar um aplicativo que mostrasse quais supermercados e estabelecimentos em shoppings são acessíveis e inclusivos para receber pessoas com deficiência.

Foi muito interessante ter participado da primeira Startup Week de diversidade e inclusão, em São Paulo. Consegui o primeiro lugar com o projeto e isso validou a ideia. Depois escolhemos o nome da startup, site e fomos procurar saber como fazer para ter um varejo melhor.

Por um vídeo no YouTube, fiquei sabendo do programa do Sebrae-SP para o desenvolvimento de startups, o Startup SP. Fiz a minha inscrição para participar de um pitch, que é uma apresentação em cinco minutos, e acabei sendo aprovado para participar do programa de incubadoras do Sebrae-SP.

Atualmente a startup ainda não tem uma sede fixa, mas funcionamos na unidade do Sebrae-SP na Zona Oeste de São Paulo e estamos na fase de Produto Mínimo Viável (MVP).

O Sebrae-SP para mim foi uma grande surpresa. Recomendo demais; ele é todo acessível para as pessoas com deficiência estudarem e aprenderem. O Sebrae-SP me colocou à disposição uma pessoa para fazer audiodescrição de tudo o que aparecia na tela para que eu não perdesse nenhum conteúdo. Não é fácil, mas o Sebrae-SP dá todas as condições para você seguir, porém,quem tem de pedalar somos nós.

Daqui a cinco anos, eu espero que minha startup esteja não só no Brasil, mas também na América Latina, para que as pessoas com deficiência possam se locomover e fazer suas compras sozinhas e comdignidade, usando o aplicativo.

A dica que deixo para os empreendedores é ter coragem; é melhor arriscar do que guardar uma ideia. Não pode ter medo, você tem de acreditar no seu sonho e correr atrás.”

*Estagiário sob supervisão dos editores

Confira o vídeo sobre a Startup 

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