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Delivery de comida japonesa inova com cardápio vegano

A empreendedora Candy Saavedra conta como resolveu inovar com restaurante Japa Vegana

“Eu e minha sócia, Barbara Burnier, resolvemos abrir um restaurante que só trabalha com delivery. Vimos que comida japonesa vegana não é comum no Brasil. Sou vegana há cerca de três anos e vegetariana há muitos anos. Eu ia a restaurantes japoneses e retirava o peixe do meu prato.

Sou formada em cinema e sempre quis abrir um negócio. Sou carioca e vim para São Paulo para trabalhar em produtora. Fiquei cerca de dois anos e depois larguei tudo para abrir esse restaurante. Já tinha trabalhado em algumas produtoras, mas abrir um restaurante foi totalmente novo para mim, um desafio.

Pesquisamos muito o que já existia em outros lugares do mundo. Não inventamos a roda, olhamos o que era tendência e como as outras pessoas estavam executando essas ideias em grandes cidades, como Nova York. Queríamos ver coisas diferentes.

Fiz muitos cursos no Sebrae antes de abrir o negócio. Participei do Canvas, cursos de finanças e também do Programa Soluções Setoriais, além dos cursos online. Juntas, minha sócia e eu tínhamos dinheiro para abrir a cozinha e ter capital de giro para esse período inicial. Não queríamos pegar empréstimo e já começamos o negócio no azul.

Começamos fazendo divulgação no Instagram e Facebook. Nosso Instagram ficou ótimo. Muitos influenciadores nos acharam por lá e divulgaram o nosso trabalho sem a gente pagar nada. Esse movimento foi muito importante para nós.

A cozinha delivery fica na Galeria Espiral, na Bela Vista (região central da capital paulista). Em dezembro de 2019, nossa cozinha completou um ano. Optamos por não ter um salão porque tem um custo muito alto. Lembro que quando estava nos cursos do Sebrae e conversava com outros empreendedores que já tinham restaurante, muitos demonstravam apoio à nossa decisão de trabalhar só com delivery. Foi uma troca de experiências muito positiva e acredito que essa escolha foi fundamental para o nosso desempenho já nesse primeiro ano.

Já vimos outros concorrentes que também trabalhavam com pratos veganos. A comida era bonita, mas não era gostosa. Antes de oferecer qualquer coisa, sempre realizamos muitos testes com as receitas, por pelo menos dois ou três meses antes de colocar a comida no cardápio. O lamen vegano, por exemplo, é um sucesso por aqui. Foram seis meses de testes antes de incluí-lo no cardápio.

Procuramos sempre ouvir a opinião do cliente. Se ele fala que não gostou de algo, nós sempre avaliamos o que ele está dizendo. Também procuramos manter um bom relacionamento com nossos clientes. Ligo para avisar se o pedido for atrasar e recebo feedbacks muito positivos por isso. Aqui no nosso restaurante só usamos embalagens biodegradáveis. Nunca usamos plástico.

Para vender, uso muito os aplicativos de pedidos delivery, WhatsApp e Instagram. Acredito que nosso maior desafio foi pensar um modelo de negócio novo – comida japonesa vegana que só atende delivery. Como seria? Hoje ainda tenho um gargalo para conseguir organizar os motoboys para as entregas.

Tiramos o pró-labore só depois de um ano. Antes disso, tudo que ganhávamos era reinvestido. Agora estamos namorando a ideia de abrir franquia. Participamos da 4ª temporada do programa Shark Tank Brasil, mas como nosso faturamento era pouco não conseguimos nada lá. Porém, isso nos abriu muitas portas e acabamos conseguindo outros parceiros.”

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