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Luciana Asanuma conta como criou a Lu by Lara, marca que confecciona turbantes com cabelos

Ideia do negócio surgiu há três anos, quando a empresária assistiu uma reportagem sobre pacientes com câncer

“A ideia do meu negócio surgiu há três anos, quando vi uma reportagem sobre pacientes com câncer que, por causa do tratamento, perderam o cabelo. A gente sabe que esse é um momento muito delicado, e então pensei o que poderia fazer a respeito para ajudar.

No começo, eu apenas vendia caixinhas de cabelo e turbantes, depois descobri que poderia juntar os dois e fazer algo que pudesse concorrer com as perucas tradicionais. O principal produto da minha loja é o ‘Cabelo Manero’: ele foi desenvolvido pensando em ser uma alternativa que não incomodasse o couro cabeludo, fosse de fácil manuseio e tornasse as madeixas mais naturais.

Meu serviço atinge diversos públicos, inclusive homens. Não faz muito tempo que um ator me pediu para confeccionar um turbante com dreads para um ato que ele iria apresentar. Apesar de trabalhar com todos os tipos de cabelo, a maioria dos que saem da loja são os afros.

Sou eu quem compra o cabelo e os tecidos, e isso requer um tempo para personalizar, então sou muito cautelosa na questão do controle de qualidade. Os preços condizem com todo o processo de produção e minhas vendas duram em média uma hora e meia, pois quero ver o meu cliente satisfeito com que está comprando.

Depois da minha participação na Feira Preta (evento anual realizado desde 2002, que reúne empreendedores e criadores negros de diferentes setores), eu tive uma grande guinada nas vendas, cheguei a vender 30 peças no mês de novembro.

Antes de empreender, fui secretária executiva por oito anos, mas tive que sair do trabalho pois senti que minha filha precisava mais de mim. Não queria que ela fosse criada apenas pela avó. Ser uma mãe empreendedora não é fácil, apesar de hoje eu poder controlar meus horários e ter mais tempo para ficar com minha filha.

Eu conheci o Sebrae-SP por meio dos encontros das Mulheres Empreendedoras, na sede. Foi lá que troquei  experiências e conhecimento, onde pude perceber que precisava valorizar mais minha marca. Aproveitei que estava animada e comecei a fazer o curso Na Medida – Gestão Financeira e, a partir daí, consegui organizar melhor a economia do meu estabelecimento.

Ainda tem muita coisa para arrumar, mas aos poucos vou colocando tudo no devido lugar. Sinto que ainda preciso de mais alguns empurrõezinhos, divulgar mais, porém acredito que estou no caminho certo. Além do espaço físico, eu também envio encomendas e trabalho com roupas e acessório no e-commerce. Há pessoas de outros bairros que vêm até aqui, no Jabaquara (zona sul de São Paulo). Já veio gente até de Campinas, então creio que meu produto desperta interesse no público.

O mercado muda muito rápido, em um ano tudo poder estar diferente, por isso o conselho que eu dou para quem deseja abrir o próprio negócio é sempre ficar atento a todas as tendências, fazer parcerias que agreguem ao seu empreendimento e, claro, entregar um produto de qualidade, pois sua marca vai ser lembrada por causa disso.”

*Estagiário sob supervisão dos editores

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