Sebrae Transforma

Com a crise, doceria de Araraquara passou a oferecer kits menores e garantiu vendas

Empreendedora Maria do Carmo, conhecida como Madoca, teve a ajuda do Sebrae-SP para repensar seu negócio

Confeiteira há oito anos, Maria do Carmo, conhecida como Madoca, estava realizada com sua carreira. Ela dava aulas de gastronomia e produzia doces por encomenda em seu ateliê, em Araraquara. Porém, com o início da pandemia do coronavírus, surgiram inseguranças e manter o negócio funcionando se tornou um grande desafio. Ela parou de ministrar suas aulas e, por conta do isolamento social, as encomendas de doces diminuíram. No começo de março, Madoca tinha apenas um pensamento: teria que entregar o ateliê.“Entrei em pânico”, conta. 

Madoca já era atendida pelo consultor do Sebrae-SP Evandro Di Todoro havia três anos. Logo no início da pandemia, ao receber uma ligação dele para saber como estava a situação da empreendedora, ela falou da sua preocupação e comentou sobre uma ideia antiga, até então deixada de lado: montar kits de doces menores para consumo rápido. A possibilidade de oferecer kits de festa menores e personalizados surgiu de uma situação que ela vive com suas filhas. “Pensei como se fosse para eu consumir o kit.” O cardápio inclui bolos personalizados, docinhos e pirulito de chocolate. 

Com a ajuda do consultor do Sebrae-SP, ela tirou a ideia do papel e começou a produzir sobremesas individuais de consumo imediato e kits menores, com preços mais acessíveis, para que as comemorações de aniversário continuassem em casa entre os familiares. Além disso, foi preciso digitalizar o negócio, apostar em estratégias de marketing online e passar fazer delivery.

Todoro diz que as mudanças propostas para Madoca foram pensadas desde o início das consultorias. E, este momento de se reinventar foi ideal para colocar em prática a nova proposta. “Conversamos sobre a possibilidade de ela mudar de comportamento e estratégia, começar a vender kits personalizados e fazer parcerias com papelarias e artesãos para inovar no processo visual do produto”, complementa.

Os kits têm feito sucesso entre os clientes do ateliê e a procura é alta. Mesmo durante o isolamento social, ela tem conseguido levar personalização nas comemorações que neste ano estão sendo realizadas de maneira atípica. “A Madoca precisou entender que ela não vende só doces; isso muita gente já vende. Ela vende sonhos, experiências e realizações. Trabalhamos muito para vender os valores da marca dela”, explica o consultor.

Com todas as novas estratégias aplicadas – o que envolve trabalhar a imagem do ateliê Madoca Doces Finos, oferecer delivery, melhorar o relacionamento com o cliente e buscar parcerias – o faturamento cresceu, mesmo durante a crise. Madoca pretende continuar aperfeiçoando seus kits com a ajuda e conselhos do Sebrae-SP. “Eu nunca mais deixo esses kits, eles foram muito bem-vindos, a saída está sendo muito boa”, conta.

Satisfeita com os resultados e mudanças, ela planeja nos próximos meses voltar a ministrar aulas. Além disso, Todoro conta que já tem traçado, com Madoca, novas estratégias financeiras para o negócio. “Agora estamos trabalhando a parte financeira, com fluxo de caixa, capital de giro, investimento e produtividade. Os empreendedores precisam entender que para prosperar na crise, é preciso ser proativo e tomar atitudes em meio às dificuldades”, finaliza o consultor.

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*Estagiária sob supervisão dos editores